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Guaíba passa de 4,6 metros, água enche rede de esgotos e baratas invadem ruas de Porto Alegre

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Por Redação em 03/05/2024 às 21:00:31
Nível das águas chegou ao maior nível desde 1941 na noite de sexta-feira (3). Baratas na parede do Mercado Público de Porto Alegre

Cristiano Munari/Agência RBS

A cheia que elevou o Guaíba a 4,64 metros, nesta sexta-feira (3), inundou a rede de esgoto do centro de Porto Alegre. Com isso, baratas deixaram as tubulações e tomaram ruas e edifícios da região.

O Mercado Público, que foi fechado em razão dos temporais, registrou a presença dos insetos. As baratas também foram vistas em ruas como a Siqueira Campos e a Mauá, próximas ao cais de Porto Alegre.

VÍDEO: imagens aéreas mostram ruas alagadas

Os temporais já deixaram 39 mortos, 68 desaparecidos e 74 feridos no estado. A Defesa Civil soma 32.248 pessoas fora de casa, sendo 8.168 em abrigos e 24.080 desalojadas, na casa de familiares ou amigos. Ao todo, 235 dos 496 municípios do estado registraram algum tipo de problema, afetando 351.639 mil pessoas.

Imagens aéreas mostram ruas alagadas em Porto Alegre após cheia do Guaíba

O nível máximo do Guaíba chegou a 4,64 metros na noite desta sexta. A medição foi feita pela Prefeitura de Porto Alegre. A estação hidrometeorológica instalada no Cais Mauá chegou a apresentar problemas, impedindo a medição do nível da água.

Esta é a maior marca desde a enchente histórica de 1941, quando o nível chegou a 4,76 metros. Uma das comportas do sistema de proteção contra cheias se rompeu com a força das águas.

Mais cedo, a Defesa Civil emitiu alerta para inundação extrema na área, e pediu que a população evite todas regiões próximas ao Guaíba e locais de risco.

A "orientação expressa" da Defesa Civil do Estado é foi para que "os moradores, comerciantes e trabalhadores de regiões próximas às ruas Siqueira Campos, Sete de Setembro, Rua dos Andradas (rua da Praia), avenida Júlio de Castilhos e arredores evacuem imediatamente essas áreas de risco e procurem abrigos públicos ou outro local de segurança para permanecer durante a elevação de nível do Guaíba. Quem não tiver para onde ir, deve buscar informações junto à Defesa Civil de Porto Alegre sobre os abrigos públicos disponibilizados, rotas de fuga e pontos de segurança.

Na quinta (2), o governador Eduardo Leite (PSDB) se referiu à tragédia como "o maior desastre climático" da história do Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade, já reconhecido pelo governo federal.

As chuvas fortes que caem no Rio Grande do Sul desde o fim de semana devem persistir por mais dias e há previsão de mais chuva ao longo do mês.

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